Nossa capa, por Ultraviolet

A capa do {ofizine} de setembro de 2017 é uma criação da artista gráfica Jeane Vitória. Ultraviolet, como ela assina seus trabalhos, é adepta da Glitch Art, uma prática artística que trata sobre o fazer as coisas da maneira errada, de rejeitar as regras e maneiras corretas de fazê-las, em nome da experimentação. “Tenho infinitas possibilidades dentro do meu processo de criação”, declara a artista.

A primeira exposição de seu trabalho aconteceu no início do ano, quando foi selecionada para a Mostra de Arte da Juventude do Sesc Ribeirão Preto. Atualmente, suas artes estão em exposição na casa A Egrégora, quinzenalmente, aos domingos, e em mostras digitais, como a Homeostasis Lab.

Para a capa do {ofizine}, Ultraviolet escolheu o trabalho “O Pensador”. “Esta foi uma das minhas primeiras artes envolvendo colagem e glitch. Quis passar a ideia da singularidade e da tranquilidade mesmo num ambiente em ruímas”, explica.

Com um trabalho que tem tudo a ver com o mundo dos fanzines, Ultraviolet tem planos: “Estive pensando em alguma forma de montar um exemplar com algumas colagens. Tenho interesse em publicar, só não sei ainda como!”

E então, fanzineiros, que tal ajudarmos a Ultraviolet a publicar o seu zine? Para conhecer mais do seu trabalho, visite suas páginas no Facebook, no Instagram e no Ello.

Nossa capa, por Josi

A capa do {ofizine} de julho/agosto de 2017 é um trabalho da quadrinista e fanzineira ribeirão-pretana Josiane O. M. Hierikim, a Josi, 31 anos. Seu primeiro personagem é o Castro, o castor, criado em 2010. Com o passar do tempo, outros dois personagens passaram a fazer parte das curtas histórias do castorzinho: Paolo, o polvo; e Dumont, a Tartaruga.

Outro trabalho paralelo são as tiras dedicadas ao Jesus com Frizz, que contam a história do todo poderoso com bem menos glamour e sofrimento do que ouvimos na igreja ou lemos na bíblia. “O Jesus dos quadrinhos é um cara perdido, que não sabe como dar um jeito no mundo. Na verdade, ele nem acha que isso ainda é sua obrigação. E, para piorar, ainda sofre com frizz em seus cabelos”, explica Josi.

E das tiras para os fanzines foi um pulo. “Os zines surgiram com a necessidade de levar o material para eventos e festivais dedicados aos quadrinhos”, explica a ilustradora. O primeiro zine foi publicado em 2015, para exposição no FIQ! Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte. Até hoje foram publicados três zines do Castro e em um deles é possível conferir algumas aparições do Jesus com Frizz. E vem mais por aí. “Um novo zine deve surgir a qualquer momento, compilando as novas tiras do castor, publicadas apenas na internet.

Na ilustração da capa que criou para o {ofizine}, a Josi trabalhou como sempre faz com seus personagens. “Esta capa representa o que de fato é o zine do Castro, o castor, uma publicação independente, que não gera nenhum tipo de lucro financeiro, porém feita com muita dedicação. A ilustração foi feita de forma bem simples e tem como principal recurso tecnológico o balde de tinta do Photoshop. O restante ficou por conta de uma folha de rascunho e uma caneta quase sem ponta de nanquim descartável. Mas a riqueza do desenho, essa não pode ser expressa por palavras. É um desenho feito de coração para todo mundo que curte tiras em quadrinhos”, diz.

Para conhecer mais do trabalho desenvolvido pela Josi, basta acessar as páginas do Castro, o castor e do Jesus com Frizz no Facebook.

Nossa capa, por Fer Merelles

A capa do {ofizine} em maio de 2017 é um trabalho da pedagoga, fanzineira e colagista Fer Merelles, 31 anos, nascida em Guaíba, no Rio Grande do Sul. Editora do Chasing Mark, Fer conta como os zines surgiram em sua vida – “foi durante a adolescência, tive uma forte identificação com o movimento punk e os fanzines eram a melhor forma de se informar sobre bandas e cultura underground.”

Na hora de fazer suas colagens, o trabalho ocorre de diversas maneiras. “Alguns trabalhos partem de um tema e então pesquiso as imagens que vão compor a colagem, outros, brinco com aquilo que encontro ao acaso, ou faço uma mistura de pesquisa com imagens do meu arquivo, tudo depende da proposta, da ideia ou da ocasião”, diz Fer Merelles, que explica a capa feita para o {ofizine}: “Tentei transmitir nessa colagem a leveza e liberdade que os fanzines proporcionam, utilizei imagens femininas para ilustrar a participação das mulheres em todos os espaços que desejarem. Não tenho muita habilidade com as palavras, acho que por isso escolhi as imagens para me expressar, dificilmente consigo falar sobre uma colagem e a ideia de existirem diversas interpretações sobre meu trabalho me agrada muito, é como se cada um pudesse encontrar nele aquilo que traz em seu olhar.”

Para conhecer mais do trabalho da Fer Merelles, basta acessar a página do Chasing Mark no Facebook.

Nossa capa, por Vinil

O {ofizine} abre uma série especial de capas mensais. Em abril de 2017, o convidado é o arquiteto, urbanista e quadrinista Vinícius Falcão, o Vinil, nascido em Ituverava/SP em 1985 e que vive em Ribeirão Preto, também no interior paulista.

Vinil já fez vários fanzines. “Muitos não chegaram a ser lidos por mais ninguém além de eu mesmo ou, no máximo, meu irmão”, diverte-se. Já na faculdade, fez um zine chamado “O Viniloscopio”. Depois veio o “Balão Branco”, feito em parceria com o cartunista Denis, o “Totem”, produzido em estêncil e participações nos zines “Feira” e “Travessão”. Atualmente, trabalha com o irmão, Gustavo Falcão, na elaboração de dois zines, um com HQs de temáticas sobre o cotidiano e outro de ficção-científica, além de uma revista com uma história própria, explorando outros formatos. “Vamos lançar todos no Junta Geek, em setembro”, avisa.

E a capa para o {ofizine}, como rolou? “Na imagem, procurei trabalhar uma ideia de diversão, de curtir o processo de trabalho. Ao mesmo tempo, queria tirar um pouco essa ideia de que um fanzine tem que ser feito obrigatoriamente todo ‘no braço’. Pra mim, o legal do fanzine é o uso criativo que a gente pode dar para cada ferramenta, podendo experimentar livremente sem se preocupar. Por isso, acabei misturando fotos que tirei de uns blocos de Lego bem antigos que tinha aqui em casa, com um desenho e edição feitos no computador. Aqui vai meu agradecimento especial à Amanda, que me ajudou com as fotos”, explica.

Para conhecer mais sobre o trabalho do Vinil, acesse as páginas do Viniloscopio e da RPHQ no Facebook.