Uma pequena história dos fanzines

O termo fanzine vem da contração de duas palavras inglesas e significa, literalmente, “revista de fã” (FANatic MagaZINE). Trata-se de toda publicação de caráter alternativo, geralmente sem intenção de lucro, que traz textos diversos, histórias em quadrinhos, música, cinema, literatura, comportamento, isoladamente, ou tudo junto.

Os primeiros fanzines surgiram nos Estados Unidos, nos anos 30, produzidos por leitores de revistas de ficção científica, que se uniam em clubes de discussão sobre o assunto. O termo fanzine só veio surgir mais tarde, em 1941, através do norte-americano Russ Chauvenet.

 

No Brasil, os primeiros zines também surgiram da iniciativa de fãs de ficção científica. O primeiro de que se tem notícia é o “Ficção”, editado em 1965 por Edson Rontani, em Piracicaba (SP). O nome usado para estas publicações naquela época era boletim. O termo fanzine só surgiu por aqui nos anos 70.

A explosão dos zines brasileiros ocorreu a partir da metade dos anos 80 e na década de 90, com inúmeros títulos surgindo por todos os cantos do país, tratando dos mais variados assuntos.

Anos mais tarde, com o agravamento da crise econômica sob o governo Collor e depois, com o surgimento do computador pessoal e, principalmente, da Internet, os fanzines de papel apresentaram queda em sua produção. Muitos resistem, mas não com a força do passado. Alguns migraram para outras plataformas, como sites, blogs e arquivos PDF. Outros desapareceram e outros tantos surgiram a partir destas novas mídias. | Angelo Davanço